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Crítico de música Tony Hicks, fala sobre o "Novo Guns N' Roses"
O crítico de música Tony Hicks, do Contra Costa Times, publicou no final de semana uma ácida crítica em relação ao "Novo Guns N' Roses". "Se você não quer ler comparações com o Guns N' Roses clássico, pare de ler agora", avisa o crítico. "A comparação é necessária, especialmente quando um cara seqüestra o nome de uma banda, não faz turnês ou discos durante 10 anos e retorna tranqüilamente para se deitar em glórias do passado". Hicks prossegue criticando a atual formação da banda, que conta com nomes tão competentes quanto desconhecidos. "Sem Slash na guitarra? Sem problemas. Axl Rose pega três sujeitos com pinta de rockstar que soam exatamente como o antigo guitarrista", dispara. "Sem Duff no baixo? Axl contrata Tommy Stinson, da banda The Replacements, uma das melhores bandas de rock alternativo que já surgiram. Sem Matt Sorum na bateria? Relaxe, Axl consegue Brian Mantia, lendário e competentíssimo baterista do Primus", prossegue Hicks. Hicks diz que Axl Rose tem muita credibilidade para conseguir músicos tão bons na "versão de turnê" da banda. "Versão de turnê porque ainda estamos esperando o disco Chinese Democracy", diz o crítico. Ele finaliza perguntando o que Axl pretende fazer em seus shows. "Seria mesmo uma nova forma do Guns N' Roses ou estaria Axl tentando replicar os melhores traços da antiga banda para se adaptar ao novo território? Não ficou claro". "Acho que Axl Rose ainda não percebeu que sem um disco novo na praça e apenas fazendo shows com uma porção de sujeitos desconhecidos, é natural que os fãs tomem o Guns N' Roses antigo como referência sonora. No que diz respeito a isso, os caras são muito bons, soam muito bem. Tocam coisas antigas e revivem memórias. Mas não ficou claro. E é isso que acontece quando quatro de cinco membros saem de uma banda e o único integrante remanescente leva mais de dez anos para fazer algo", finaliza Hicks.
Fonte: Indeterminado
