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Entrevista de Slash para Jornal
"O Brasil é louco, mas gostei do caos" Ex-guitarrista do Guns N Roses e atual Velvet Revolver, Slash conta como será o show de abertura do Aerosmith Em 1996, o britânico com alma de californiano Saul Hudson, mais conhecido como Slash, abandonou o Guns N Roses. Um dos últimos heróis da guitarra, espécie em extinção, partia para outra estrada. Montou a banda Snakepit e gravou com um monte de gente, da latina Paulina Rubio a Chris Daughtry, do programa de TV American Idol. Em 2004, Slash juntou-se a dois ex-colegas do Guns (o baterista Matt Sorum e o baixista Duff McKagan), um vocal junkie ex-Stone Temple Pilots (Scott Weiland, dependente de heroína), além de um segundo guitarrista, Dave Kushner, da Dave Navarro Band - e criou o super-roqueiro Velvet Revolver. O Velvet, que vai abrir o show do Aerosmith, dia 12, no Morumbi, acaba de gravar o segundo disco, Libertad. Por coincidência, cogita-se mais um show do Guns N’ Roses no País, talvez em junho. “Tento me manter longe das perguntas sobre Guns N’ Roses. Não estou familiarizado com o que estão fazendo”, disse Slash à reportagem. Você se lembra da última vez que esteve no Brasil com o Guns? Foi o último show da turnê. Achei o Brasil meio louco, mas me diverti com o caos. Foi alto-astral, muito elétrico. As pessoas demonstravam muito entusiasmo. Havia mais energia no Brasil do que em cinco ou seis outros países que a gente tinha passado. O Velvet está para lançar o segundo disco, "Libertad". O primeiro, "Contraband", foi muito bem. Que expectativa você tem? Nunca fico preocupado. Sempre foi assim, desde o primeiro CD. Só recomendo que as pessoas ouçam a música. Está maravilhoso, preencheu nossas expectativas. Sairá em maio, e estaremos tocando na América do Sul antes do lançamento. Scott Weiland acaba de ter mais um problema: a mulher dele destruiu o quarto do hotel em Burbank, há problemas com a polícia. Isso atrapalha a turnê? Não sei o que aconteceu. É engraçado, nossas mulheres são amigas... Acontece, é da vida. Há coisas alegres e dramáticas no dia-a-dia das pessoas. A mídia inventa muito. Às vezes, isso acontece... Não às vezes. Sempre. Ninguém sabe da vida privada de uma pessoa melhor do que ela mesma. Nada é tão simples em um relacionamento, mas para quem é mais moralista, tudo é sempre tão claro. Você vai publicar uma autobiografia. Porque fazer isso agora? Sempre leio o que se escreve sobre mim e digo: Não! É como se eu quisesse agora ter uma finalidade na minha carreira. Contarei o que vivi da infância até hoje. É legal lembrar o que aconteceu. Quem vai escrever é Anthony Bozza (co-autor de Tommyland, autobiografia de Tommy Lee, do Mötley Crüe). E é uma história de final aberto. Será um entretenimento para os fãs. Vocês gravaram dois covers no disco novo... Sim, duas grandes canções. Psycho Killer, do Talking Heads, e Can’t get It out of My Head, da Electric Light Orchestra. Mas, no Brasil, tocaremos Wish You Were Here, do Pink Floyd. Temos tocado na turnê e é bem recebida pelo público. Como é a relação do Velvet Revolver com o Aerosmith? Fantástica, nos damos muito bem. No Natal passado, gravamos um CD beneficente para a instituição Save the Children com Steven Tyler e Sharon e Ozzy Osbourne.
Fonte: Por Jotabê Medeiros
