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Slash: entrevista exclusiva na Guitar Player

A edição de maio da revista Guitar Player traz em sua capa ninguém menos que Slash. O guitarrista conversou com exclusividade com o repórter Henrique Inglez de Souza quando esteve no Brasil, para os shows do VELVET REVOLVER, e dentre outras coisas, comentou curiosidade sobre alguns de seus clássicos, o novo disco e muito mais, segue abaixo parte da entrevista: Em novo álbum do Velvet Revolver, Slash aprimora seu estilo sem perder sua clássica explosão roqueira Apesar da curta trajetória de cinco anos, o Velvet Revolver coleciona experiência e discos de sucesso. De um lado estão os ex-membros do Guns N’ Roses Slash (guitarra), Duff McKagan (baixo) e Matt Sorum (bateria). Do outro, o ex-Stone Temple Pilots Scott Weiland (voz), além de Dave Kushner (guitarra). O quinteto chega ao sucessor de Contraband (2004)e mostra amadurecimento e melhor produção. Lançado em meio à turnê mundial que passou pelo Brasil em abril, Libertad traz 15 faixas com bons riffs, melodias e solos – algumas delas executadas nos shows de São Paulo e Rio de Janeiro. O recheio fica por conta de guitarras nervosas, rasgadas pela distorção setentista clássica de Slash. Começar por cima e permanecer no topo talvez seja o sonho da maioria dos músicos. O Guns N’ Roses conseguiu essa proeza no período mais criativo e produtivo de sua história. Muito se deve ao carisma de seus integrantes, que tinham uma química poderosa dentro do estúdio e nos palcos. Esse início de carreira colocou Slash no privilegiado hall de grandes nomes da guitarra mundial – e com justiça. Para quem acompanha sua carreira, Libertad não fica atrás de nenhum outro grande trabalho de Slash. Seu estilo está preservado e ainda mais rebuscado pelos recursos atuais. “Você quer sempre melhorar”, explica o guitarrista. “Para conseguir determinadas sonoridades, é preciso praticar”. Com essa fórmula simples, Slash acrescenta texturas e elementos às suas sonoridades. Seja qual for o projeto em que se envolva, seu público consegue encontrar o que espera sem farejar o perigoso ar da nostalgia. Ao longo dos pouco mais de 20 anos que está na ativa, ele mantém-se fiel à celebre fórmula de guitarras Gibson Les Paul e amplificadores Marshall. Isso não quer dizer que deixe de incrementar suas gravações com outros modelos de guitarra. Mesmo nos primórdios, Slash misturava timbres provenientes de marcas variadas. Quem não se lembra do videoclipe do clássico You Could Be Mine, em que o guitarrista aparece com uma B.C. Rich Mockingbird vermelha, a qual utiliza até hoje? Dessa mistura, dosada pelo bom senso de ouvidos traquejados pela vivência, resulta aquilo que conhecemos como o “som Slash”. Num congestionado final de quarta-feira paulistana, Guitar Player chegou ao hotel onde os integrantes do Velvet Revolver estavam hospedados. Quase oito horas da noite, um dia antes da apresentação no estádio do Morumbi – onde a banda abriria para o Aerosmith – Slash, Duff, Matt e Dave apareceram para a rápida sessão de entrevistas. Boné virado para trás, óculos escuros e sorriso estampado no rosto, um dos maiores guitarristas do rock nos recebeu esbanjando simpatia. Slash estava à vontade nesta entrevista exclusiva e contou detalhes das gravações de Libertad, seus timbres e curiosidades de suas composições. Qual a diferença entre Contraband e Libertad? Em Contraband ainda estávamos nos entrosando. Além disso, o produtor não sabia muito sobre gravação de rock nem de guitarras-solo. O engenheiro de som também não era muito bom. Foi muito desconfortável e uma das piores situações de estúdio por que passei. No novo disco foi diferente: tive muito mais liberdade de expressão e me senti confortável em trabalhar com Brendan O’Brien (produtor). Apesar do início das gravações ter demorado, as sessões foram rápidas, os solos saíram espontâneos e eu estava tranqüilo e criativo. Gravamos tudo ao vivo, de primeira, sem precisar mexer em nada. Não levamos mais do que dois takes para gravar cada faixa. Gostei do resultado final. Soa natural. Que equipamentos usou para gravar Libertad? Um setup muito simples. Minha guitarra principal foi uma Gibson Les Paul, a mesma que tenho usado...

Fonte: Guitar Player


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